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Qui, Jun

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Tua boca estava calada

Os olhos prostrados

No abandono

Teu torso era abril

Cisne de azulejo

E bom-bril

Tua mão rimava com a aurora

Que se despia sobre as águas do início

Tua sombra bramante negro

Tua sombra bramante negro (e duplo)

Parecia duas

O olhar noturno

Fazia temer a lua

Uma rosa ria

Em teu cabelo graúna

E o gesto lavra

Da mão de uma palavra

Para o passo trôpego da rima

Que ovulava

Com avara certeza

E impiedade lata.

Tudo seria meu

Se tu urgisses

Em cada pausa

Ou demora da vida ávida.

Murilo Gun

 
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