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Sáb, Nov

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Eu deliro quando poemo.

Sou o id. E você é o quê?

Creio no incrédulo.

De insana consciência declaro que sou.

De mim dou infé.

Busco, creio, sonho com a incerteza

E o descontínuo

Detesto continuidades extensivas

E simetrias idiotas, iro

A lógica hiante cotidiana

Do ser ordinário curral e seminário

Os frios cálculos da usura (que dependuro

E crucifico na cruz contável e festejo com linces bursáteis

E suas mandíbulas de deságios).

Execro a ignorância crassa

Dos que vivem de banalidades imperiosas

E se movem só no entorno

Do juro, da moeda e do umbigo.

Vade retro

Ordinária humanidade!

Murilo Gun

 
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