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Sáb, Jul

destaques
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(FRENTE)

Do limiar de pássaro projeto

Meu voo ao Averno

Minha lídima vinda ao inverno

Meu périplo direto ao acervo

(dos ossos das utopias e dentes combalidos do ardor)

Meu ir para o que volto projeto

Para o quando do rosto acordo

Enquanto manhã agoniza olhos

Sobre tratado monetário debruço

Último juro e injúria usurária

Compêndio do absurdo

Ao lado do leito coalhado de solidão

Arrumo com a lentidão dos gestos finais

E jogo o resto do devaneio (e dúvidas que sobrarem).

 

VERSO

 

Parâmetro de meu porvir de prata e dano

Vive da escavação de meu ego tíbio

Financeiro (e culinário) a pastar o abrupto

Além de viver da ração de orgasmo diário

A ouvir a dor vir do interior para o horizonte de si

Exterior que violenta o lírio, a alma, o sono

E joga-os contra as jazidas esquecidas do sal

Onde átimo de seiva cavo

Para adubo íntimo do mundo

A tudo devoto o nome alicerce vital onde

Sílabas esculpo com hiato e buril, túneis pronuncio

Para fortaleza do ânimo em ruína

E termino por enterrar o sono no lençol de pedra do id

Que é meu pronome final.

Murilo Gun

 
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