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Sáb, Jul

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“O cervo é um vento escuro”

Agua estagnada

Goteja para o nada

Assola o céu coalhado

Nuvens grávidas

Salta sobre moendas de sal

Como sapo da lapela das estrelas

E se persiste (o mó)

Oca a pedra

Greta abre na rocha

Eterna da noite

Rio (de almas e luzes) embosca a pedra

Presa (e íntegra) e a líquida em saboques

E só cinza de reflexos, eco

Do porvir (vaso) trincado, salva

E se água sucumba ao lábio estremece como

Espelhos atraiçoados pelo som opaco (e inóspito)

Murilo Gun

 
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