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Dom, Nov

destaques
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Vou bilhar no poço

(de minha inconsciência)

com jarro de ombro

água de sede fisgar

(peixe do fôlego)

com meu jeito escreto

tacar o sôfrego

do nômade ao ofegante fazer jorro.

 

Sei que muito acrisantemo quando

enjardino o poema

mas é porque me crepusculo assim

corroer a cor meu espírito escuro.

 

Sempre coloquio quando as palavras escapam-me

do dedo para a página (do corpo

e da alma de barro do verbo dado ao cubo).

 

Esmiuço-me toda vez que arranco

deste barro da alma algumas palavras

que aplico como mármore no aéreo poema.

 

Estridulo-me mas não desisto.

Aspero-me com candura.

Canduro-me com aspereza.

 

Murilo Gun

 
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