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Qui, Jul

destaques
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um poema sempre refere o indizível

São iluminações insensatas do sentido improvável

não alumínios da alma

ou perorações ao corpo.

Quem os compartilhem entenderá do

não-sentido... e o acolherá, talvez.

 

São espartilhos de palavras.

 

São do reino do que não se pode dizer

fatura do indizível

compromisso do inefável.

 

Tudo o que as palavras (de Neruda)

ainda não disseram indizerá o

poema absoluto totalmente.

 

O reino do verbo indizer é digno.

(Digno é, como diria Elytis).

 

Não há mundo íntimo para poeta. Só púbico.

Murilo Gun

 
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