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Qua, Jun

destaques
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O paraíso é lilás. Não é azul. Nem branco.

Seu portão (majestoso angelical) é de acrílico puro e

bem blindado: pelos três rios magnas minerais.

Tungstênio Baltazar, Urânio.

E de neon vistoso, feérico, celestial está impresso nele

o nome do Nume: Deus. Denso, ubíquo, único unânime

onisciente, onitópico, extraordinário. Onipresente. Sempre.

Como numa explosão, lascas de luz formidanda atiram-se

cosmos afora celestialmente impregnada de afiadas

nebulosas perfumadas, ensejam relâmpagos de ouro súbito

do seio inexoravelmente dos quais brota

nome espetacular de Deus... anônimo

e estampado com fervor na ara central e oblonga do céu oblíquo

e vagaroso como cósmica serpente.

 

EXES

 

Sou um ex... não dois ou três exes. Não sou ex-guei, sim?

Sou ex-amado por todos, ex-amoroso, ex-culpado, ex-poeta...

eis (ex) o que sou. E tu és ex o quê? Ciberguey?

Murilo Gun

 
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