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Sáb, Jun

destaques
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Venho da tarde, à tarde vou

não descendo da noite longínqua

pétreo belvedere de estrelas tristes.

 

Não sou da noite que angústias agrava

habitada de fantasmas (e aparições sem ventre)

acossada de luzes que destroçam íris

com sua ração feérica de sombras vivas

obus de elétrons disparando lâmpadas sem alma.

 

Sou a tarde eterna plena

de tertúlias e cavalos

(aliterando volúpia de lótus

com papoulas lentas).

 

Venho da tarde porque sou noturno

vou a ela porque desertei do meio-dia.

Murilo Gun

 
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