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Sáb, Jul

destaques
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A íris selvagem, o rebelado fulgor

A volúpia do olhar incendiando o outro

Maduros cios habitando o seio

O torso do candelabro imerso

No incêndio do corpo, a chama pálida da alma

Iluminando o êxtase, a lâmina dos olhos

A navalha da carne (o sulco da noite suja escorrendo)

Abrindo as ébrias paisagens do gozo

Mamilo em riste, falo endoidecido

Do breve leito lençóis lascivos salpicados

Por úmidas estrelas de gozo

O céu das ancas (e o éden do púbis)

Me enlouquecendo, acendendo-me tão noturno

A nudez da água, o fogo voluptuoso

O ereto instante parco e supremo

A pequena morte atiçando os olhos

Coração disparado como vulcão hebraico.

(Estremece a mão, a tonta alma arfa

O alento corporal cresce, fruto que rebenta

Átomos bêbados da luz lascívia

Mordem-se como cães esfomeados: o amor).

Murilo Gun

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