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           (Tipo sangue devoto)

          Na América Latina, poesia não teve direito a boom. Mas veio antes. E ficou. Passou os booms de conto e prosa (novela, romances), ficou a profundidade da poesia.

O Brasil é desonrosa exceção. Aqui não houve nenhum boom literário. No romance, Machado de Assis obstaculou. Se ele é o eterno melhor, não pode aparecer nenhuma outro. Ao menos igual. Parelha. Amados e Rosas são meros subprodutos do velho e bom MA.

         O tríduo fantástico: Vallejo (1892-1938-Peru), com Trilce (1922); Huidobro (1893-1948) dobrou a aposta com Altazor, em 1931 (que lí maravilhado até hoje em 1982-85) e Neruda (com os cem primeiros exemplares de Residência na terra-1 (1933), estabeleceu uma tradição modernista vigorosa e duradoura (dura e doura até agora). Embora seja preciso acrescentar um qvartior: Lezama Lima (e a safra da revista Origines (de que possuo toda a coleção). Começaram algo a partir de 1922, que ainda não alcançou nenhum termo. Trilce é quase impossível. É a invenção da realidade total. (Como o fez na prosa Gabriel García Marques). 

 

Murilo Gun

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