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Qui, Jul

destaques
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Inebria o corpo vertigem, néctar alto do meio-dia

nácar noturno aplaude o olhar dourado da lua

  As sílabas da tristeza não aprendi todas ainda


Sais do verão, rupturas, cansaços da alma

combustíveis lunares, desencantos e o sonho

tudo se dissolve numa lágrima

 


Amo manhã incineradas e abismos

amo estertor e náusea

amo os desesperados, corações ermos, caminhos fechados

 

 
Ancoro em portos arcaicos

barco ébrio busco cais naufragados

lanço a praias carnívoras meu nome

talhado a ventanias numa quilha abandonada 


A dumbro brado, sol calcinado

 
Tendas nômades me despem a sede
luas beduínas meu rosto abandonado

 Ossos de dezembro sobraram

em meus braços noturnos.

 

 

Murilo Gun

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