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Qua, Jun

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VCA

Amo seios, sou fissurado neles, em especial seios eretos (esses demônios de carne sublime), sonho com seios, mordo-os no sono, apalpo-os na mente, imagino-me afogado em seios (duros e amáveis, como maçãs vaporosas).

Antes de fechar os olhos à noite – ou à morte – imagino-me cheirando-os. Há o que igual a uma lambida (ou duas) num seio, ou mesmo, no vale entre eles encostar o rosto para adormecer?

Daí, o poema: Seios

Seios são rijos

deuses redondos

para o culto

alpino do lábio.

Seios são canções de carne

que mordem a boca

e encantam

a alma da mão.

VCA

 

Murilo Gun

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