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Qui, Jul

destaques
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Paulo de Carvalho e Antônio Martins

O vinho da tâmara chama-se lagmy a Gide
e foi uma taça de lagmy que um pastor cabila
a Gide ofereceu nos belos jardins de Uardi.


Gide bebeu todo o ávido vinho da tâmara 
e viu gerar-se vasto oásis em sua íris
da pupila viu brotar tempo íntimo
desertos dessedentaram-se em sua boca rubra
apascentou-se a tarde em sua mão de lua.

Entre flores afegãs e pedras beduínas Gide navegou
no dorso dos camelos da utopia
nas águas fundas da fantasia
nas ásperas naves do seu sonho árabe.

Gide embriagou-se longamente
com o vinho capturado
no coração das tâmaras profundas.

 

Murilo Gun

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