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Qui, Jul

destaques
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Cavalo solto no páramo desembestado do coração

surdo galope da alma no prado cansado

era teu grito rebelado contra

silêncio cúmplice e desvairado.

 

E tudo foi desalento

melancolia escura

beleza por dentro

profunda dor sem alicerce ou saída

superfície destruída do labirinto do amor.

 

Água imersa e luminosa

Deus imerso nela:

é Ele quem goleia e ganha.

Água do dia e de fonte vital

ante torpor noturno

e sede sem ventre.

 

E se Deus está nos olhos dela

Da mulher que fundou a formosura

(é) porque fui cego sempre (?).

Murilo Gun

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