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Qua, Jun

destaques
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Maravilhoso é o fervor do verbo

na carne da página, o ósculo da palavra

no corpo da alma

o verbário demiurgo lendo o id

da lauda, tudo assentado

no macio âmbito do poema absoluto.

E não se sabe bem de onde provém

tudo, o que outorga à vida verbal a seiva

o que incite ao delírio também verbal

e por que é preferível um dia luminoso

a séculos de treva instintiva?

É que os olhos da palavra (íntima ou não)

sofrem do prazer da sombra

assim como a alma goza

contemplando a noite silenciosa ou por que poetas se consagram

à morte e ao delírio sem tréguas?

 

 

E na hora do indeciso escuro da alma.

Devoto do êxtase ébrio, do verbo fluindo

através da veia e o sal sublime da poesia

inoculado na alma em delírio eterno e são.

É o teor poético apregoando o futuro

do verbo na carne, essa volúpia sem data.

Pura vertigem, impoluto canto, absoluto verbo.

20.08.2015

 

Murilo Gun

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