04
Seg, Jul

Escrevi ontem um poema alcoviteiro.

Estava em desuso e a barba parecia duas navalhas cegas.

Estava me discriminando muito e me acotovelei

num ângulo... felizmente era um ângulo de outubro.

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De mínimo mundos e somas finitas

de assertivas vãs e obliquas introsões

de minúsculas mandíbulas (verbo-carnivoras)

de carbono azul e atentas minuncias é o poema.

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Rumor contagiou de câmaras a tarde

declinada sobre os olhos do sono

a instigar íris mortíferas da noite.

(Às côncavas cores do crepúsculo

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Amantes não são feitos de mármore

(frutos de entalhes e sacrifícios vitais)

não os cumulam anelos frágeis

incêndios nus da alma não os deletam

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Rubis incendeiam regaços

do dorso lampeja esmeralda

sais celestes luzes dos vitrais gotejam

que joias reflexas do seio espargem

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Afogue e ganso no hímen do abismo.

Venda a vida à vista, mas dê o necessário

desconto temporário.

Nunca esgane veia, nutra-a de etanol lírico.

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A cor da covardia é política et poluta.

Águas tenebrosas que a secretam são velozes.

E a abissais profundezas de intensos vermelhos

e infernais se precipitam almas líquidas e de pecados

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Murilo Gun

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