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Por que escrevo (pratico, faço, urdo) poesia?

Porque vou morrer.

 Faço, armo, crio, componho

poemas para quê?

 

Para me compreender

nunca para ser compreendido.

 

E o leitor? Ele que se rale. Quero

que leitor meu sofra e não dou a mínima, nem

sequer penso nele (nesse tal leitor

o que é isso?) quando poemo. Pois só

penso em mim, não penso em ti, leitor

tolo, hipócrita leitora.

            Afinal, detesto leitor!

Por favor, não me leia.

 

 

Murilo Gun

REVISTAS E JORNAIS