08
Seg, Ago

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             A mãe de Rimbaud, indagou do jovem poeta, assustada com as incompreensões que ele escrevia: o que você quis dizer, filho, num determinado poema?

            Redarguiu o poeta súbito.

            “Eu quis dizer o que está dito nele (no poema de sentido questionado pela mãe) literalmente e em todos os outros sentidos”, possíveis, impossíveis também, imaginários.

            A interpretação inédita de VCA é que, quando Rimbaud proclama o desregramento de todos os sentidos, não se refere aos sentidos  físicos, biológicos etc, mas aos sentidos inumeráveis de um mesmo poema, que não obedecem a quaisquer regras de exegese ou vontades hermenêuticas.

            É a mesma ousadia que usei ao interpretar, no poema Havia uma pedra no meio do caminho, que havia uma perda, que Drummond substituiu por pedra a perda  do primeiro filho de CDA.

            Portanto, vige a Regra de Rimbaud: em poesia, exare o que queira dizer literalmente e em todos os outros possíveis e impossíveis sentidos, imaginários ou sim.

 

Murilo Gun

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