à rebelião do meu sangue ante
pálida presença da morte
Guardo das veias
a memória do sal sublevado
e os revérberos da treva
a luz pétrea das estrelas de argila
tudo da facínora terra
farmácia escura
não humilha meu olhar
nem o atro lampejo
que amealhe a cova
com seus brilhos sem ventre
não me ilude
nem desaprovo
(o que fui sou
serei sempre vital.
Ontem, hoje, amanhã, depois). 11/2012