À nadidade de tudo
à inutidade do desuso
à vaga quintessência do humano
ao vácuo que Deus deixou atrás de Si
a prosperar como a treva
que se crava no olho do homem
ao vazio que (a)o homem alimenta
(com arrogância e perícia)
à vacância absoluta que nos racha
à suspensão do íntimo (ou sua publicação)
ao tehon o vastíssimo
abismo do nada
em que sepultamos o ânimo
em que mergulhamos a alma
ao nada e a seus predicados ínclitos
ao eterno vazio do ser
a mim (então).
Não o ilumina lume do músculo
os traços do rosto tornam-se líquidos
(pois a infidelidade espreita brutos)
despedaça as tábuas do instante o peso do tempo
desembarcam nos dunquerques de Bizâncio títeres
a urnas fúnebres dedica cinzas
ao intestino íntimo entrega
sílabas de fúria
e júbilos colhe
da safra de penumbras
e gregos loucos empunha como verbo.