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Dom, Maio


2.1. ESBARRANDO NUMA ESTRANHA POESIA

Aceitei sem rodeios a proposta do professor para analisar algumas obras de Vital Corrêa de Araújo, não imaginando quais caminhos iria adentrar. Fiz uma visita ao blog de literatura e deparei-me com um dos poemas escolhidos e postados pelo nosso anfitrião virtual e fiquei estagnado e comovido. As metáforas utilizadas com muita técnica e rigores intrigantes do autor me causaram uma estranheza. Uma linguagem bastante aguçada, abstrata, densa e apesar dos poemas serem de versos livres estamos perante uma obra clássica. Quando afirmamos que não havendo imagens não pode existir poesia, então, dá-se a entender que Vital Corrêa de Araújo é abarrotado por ela. Por que seus poemas mais parecem uma mistura de Pablo Picasso, Van Gogh e até os quadros surrealistas de Salvador Dali.

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Na página, mármore, poeta cinzela (plasma sígnicos sentimentos), lança nesse pétreo mar branco sua rede de metáfora, apanha o peixe-sintagama, e do cardume de significantes içado arma o poema, objeto terreno e alado. Ou sobre o branco da página se debruça, arranja o texto como quem a tela com tino pincela, mancha gráfica que sobre é o poema.
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Murilo Gun

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