Violono solo, a bagem se prepara
do ventre da terra semente grassa
sulcos do futuro coados
pelas estrelas do chão
claridade debulho
luz de sóis, messes do azul
Simôa espalha
e o pastor das estrelas anuncia
novo dia da lavra
a febre da lavoura
amanhã prometido aos olhos.
O ar do pássaro morreu
não tenho mais olhos
(a visão emudeceu)
para tocar o céu
asas cegaram
já não mais arde o sonho
nenhuma nuvem descalça
beira a sombra do meu eu
morro com o ar
já não sinto pássaros
já não tenho mãos ou não.






