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Qui, Jun

Diversos
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Sou o fim só o fim do começo?

A poesia de VCA cria sua própria 
(e vária) forma. Rejeita fórmulas.
Únicas ou não.


Hermético (é vital) para quem tem fôlego
curto de imaginação. Rédea mole.
Ou é muito prático, detestando
qualquer abstração.

É poesia esquisita para quem chegue de perto
distante do sal.

É objeto vão (infinito) a poesia vital.

Dos fundos horizontes ascendem
músicas de ilhas antigas melodias
melodias náufragas ainda
de greda ocupam drásticas
fortalezas do ouvido

de fundos azuis vêm teus olhos
bebermorte dos meus e das rosas

doces extremos me empanaram a vida
gozos inúteis faliram o falo

negaram-me horizontes e mirras
agora cegas e sempre escuras (as rosas)

os mais ébrios lugares fugiram 
ficou a sobriedade cansada do nadar andante 

em forma de sombra ou barco
de esponjas negras e visões sem ventre.

O aroma das árvores
o meneio das nuvens 

parecendo seios dispersos 
sendo úberes brancos
garoas que os dedos amealham para o gozo
manhã pequena e selvagem 
ainda se desnuda a meus olhos (hirtos de cansaços) 

lacrados mas lascivos 
as bodas do sol são de lágrimas

o campo pequeno (e leve) da água (calma)
torna-se estrépito de brasa e tempestade lusa

das flores pétalas parecem lágrimas
da lua sombra já é náufraga (luz pare buraco negro)

louco amuleto trago
do escombro da íris (para o azul branco da nuvem).

 

Murilo Gun

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