06
Seg, Abr

destaques
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Poeta (não é fingido) é simulador de falsas palavras.

Isto é, fingidos sentidos. Produtor de gritos novos

e messes cilíndricas. Fazedor vital de falsos perfumes. E de

desaromas verdadeiros. Ao simular palavras

(ocas porque plenas do sal do silêncio, ocas

porque o abril cruel de Eliot as fez assim)

o poeta dá sentido ao caos do cosmos.

Formalmente objetiva o ser do verbo.

E o verbo é o humano posto na página. O

que restou da luz do sopro de Deus na terra.

Murilo Gun

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