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Sáb, Jul

Rubis incendeiam regaços

do dorso lampeja esmeralda

sais celestes luzes dos vitrais gotejam

que joias reflexas do seio espargem

Rumor contagiou de câmaras a tarde

declinada sobre os olhos do sono

a instigar íris mortíferas da noite.

(Às côncavas cores do crepúsculo

Afogue e ganso no hímen do abismo.

Venda a vida à vista, mas dê o necessário

desconto temporário.

Nunca esgane veia, nutra-a de etanol lírico.

(Como cera sustentando sonho de Icaro)

luz esquálida e total derramada

da bacia inerte do planeta

na aridez vazia da alma

Vital excede. Como poeta. Faz jús à multa

por excesso de bagagem metafórica

em seus voos herméticos e inconstantes.

Jorra de seu baú surrealista textos vãos.

A cor da covardia é política et poluta.

Águas tenebrosas que a secretam são velozes.

E a abissais profundezas de intensos vermelhos

e infernais se precipitam almas líquidas e de pecados

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Murilo Gun

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