06
Seg, Abr

destaques
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 O ego (industrial e lato) segue seu curso

por entre as tundras do ominoso

rica fábrica de aparências, criador de culpas.

 O ego (comercial e alento)

como observatório libidinal

da realidade negada ao desejo

a que nos conduz o id como carneiros

segue seu périplo insano pela alma

e derrota todo o ânimo

antes que tudo seja pântano.

 

           Quando onde por quê termina a vida

           e começa a morte?

           Só poeta o sabe.

 

O que importa não é que o poeta

tenha como referência algo (físico ou metafísico)

e/ou seja viciado nas coisas, nos fatos.

 

Palavra na medida do mundo

mundo medido pela palavra.

 

 O mundo vicia.

 A veia vicia.

 A vida vicia.

 

           O eu (natural) do poeta

           é o que há de mais superficial.

           É só pele. Não alma.

           Carne e osso (de Deus).

 

                                       (Nós é que nos assemelhamos a animal.

                                        A isso levou nosso livre arbítrio violento)

 

Murilo Gun

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