O ego (industrial e lato) segue seu curso
por entre as tundras do ominoso
rica fábrica de aparências, criador de culpas.
O ego (comercial e alento)
como observatório libidinal
da realidade negada ao desejo
a que nos conduz o id como carneiros
segue seu périplo insano pela alma
e derrota todo o ânimo
antes que tudo seja pântano.
Quando onde por quê termina a vida
e começa a morte?
Só poeta o sabe.
O que importa não é que o poeta
tenha como referência algo (físico ou metafísico)
e/ou seja viciado nas coisas, nos fatos.
Palavra na medida do mundo
mundo medido pela palavra.
O mundo vicia.
A veia vicia.
A vida vicia.
O eu (natural) do poeta
é o que há de mais superficial.
É só pele. Não alma.
Carne e osso (de Deus).
(Nós é que nos assemelhamos a animal.
A isso levou nosso livre arbítrio violento)






