De tão difícil
a beleza tornou-se inútil.
De tão sem fim
nem começo
qualquer (e toda) eternidade é inútil
também.
A poesia serve
para salvar fantasias
e perfis que espelhos sepultaram
no imaginário e na deformação
do ser.
Se a poesia dá
asas à palavra
porque não decepa
a máscara do verbo?
No intervalo entre
o eu e o sal
pausa branca vige, opera
a estátua do instante.
(Só a sede impede a saciação).






