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Vital Corrêa de Araújo

Estive em são Paulo, temporada curta 11 dias (e noite).

Conheço bem o Rio de Janeiro mas SP é especial, desde a época do auge do Hotel Serrador, no centro, onde me hospedava. Atualmente, sou perito em Moema, bairro onde mora meu filho mais moço, Murilo Gun, comediante de stand-up. Todo ano, vou no mínimo duas vezes a São Paulo. Conheço como a palma da minha mão  as 50 padarias (de esquina) de Moema, o shopping Ibirapuera e o parque, que sempre esquadrinho. Sou devoto da praça Nossa Senhora Aparecida (e Dela), no fim da alameda Jurupis (título de um livro. Das ferinhas típicas e bancas de jornais iguais às da Paulista.

 

O trânsito – É algo à parte e singularíssimo o trânsito paulistano. Saí algumas vezes com Murilo Gun: à tarde, quando ele dá palestras temperadas de humor sobre TI. Aos 13 e 14 anos de idade, MG ganhou 2 vezes o IBEST – Oscar da Internet e compôs aos 15 anos o seleto corpo de jurados do certame. (Jodeval Duarte, criador da venerável coluna Repórter JC, sempre noticiava com destaque as façanhas de Gun). Daí o teor das conferências sobre Teoria da Informação e sobre o tema rico de Spam. O livro Marketing digital de Gun, editado pela Campus-SP, trata do problema do spam em empresas; à noite, para assistir a seus shows de humor. Para dirigir e chegar a tempo, MG utiliza um aparato triplo. GPS, celular com aplicativo, ambos com mapas de ruas e vos, além Rádio SulAmérica Trânsito, cruzando informações.

BIENAL – A 22ª bienal internacional do livro de São Paulo é um monumento, com seus mais de 600 stands fervilhando de gente, multidões entrando e saindo do Anhembi, cruzando Holliday-In, carregadas de sacolas livrescas. Um espetáculo. O espaço infantil fora de série. Das 3 últimas bienais, em que estive, essa foi a melhor. Já sinto o frisson da Primeira Bienal Internacional do Livro do Agreste, que o empresário Alventino vai realizar, com a Câmara Brasileira do Livro, em Garanhuns.

ARTE – No Centro Cultural Banco do Brasil, visitei a impagável (embora gratuita) exposição dos impressionistas (toda a parte do D’Orsay) e no Museu de Arte Moderna (criado por Chatô, mediante “extorsão”, no melhor dos sentidos e das intenções: que outros extorquem assim) presenciei Caravaggio e seus seguidores. O artista da luz pintada, o iluminado e briguento italiano que marcou época indelével na pintura mundial. Os que o seguiram, não imitaram, foram singulares, porque Caravaggio criou um estilo, uma escola, aberta a todos.

LIVRARIA ESQUINA – No mais novo e chique shopping da América Latina, em São Paulo, o JK, a Livraria Esquina é um show à parte, e emblemática dos novos tempos, com sua arquitetura redonda (sem quinas nenhumas) e prateleiras em  forma de círculos e esses, cujas portas externas são estantes.

SEBOS – Como sempre visitei vários sebos e livrarias castelhanas, como a Vivalivros (da Rebouças) e Fondo de Cultura Economico (mexicana) além da Hispano-americana. Oportunidade para tomar conhecimento do que mais atual há na poesia mundial recente- e acrescentar cerca de 50 livros aos 3.500 que guardo no setor espanhol da Biblioteca Borges, AP 801 do edifício Ilha Majorca em Boa Viagem, junto a cerca de 7.000 títulos portugueses.

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Murilo Gun

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