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Dom, Nov

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O que deprime a poesia é a trivialidade do verso. Como se poesia fosse verso (e não anverso). Como se o ato físico (e aritmético) de fazer versos (usando trena, ábaco, cálculo) fosse o poema (a razão de sê-lo).

 

 

Visão não é do olho físico (esta é fisiológica), mas é a do olho mental (neuronial). Se considerarmos a visão física, o que vale é a imaginativa. Ver a medusa reflexa num belo escudo é vital (o foi a Teseu). Vide Caravaggio. Porém, a estética do escudo, sem floreio, não interessa. Mas que o seja espelhante. Daí a urgente demiurgia também do leitor, o escudo do poeta. E nunca tornozelo de Aquiles.

O pensamento contencioso, sério, porém trivial, de renda, ocupação, de relações ordinárias ou meramente comerciais (e suas óbvias emoções de conflito ou comunhão), se alimenta o espírito, não o satisfaz. Se trazrendimento à alma, é de fundo bursátil. Não humano. (Somente aos novos adoradores da usura, os chamados megaempresários – antissocias por excelência, todo o que seja humano é-lhes totalmente estranho).

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Murilo Gun

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