Galgo silêncio, salto
limites, alço-me ao ouvi
sobre desamparo uivo vivo grito surdo
candura do abismo toco apalpo, acuo
a beira do precipício (inocente borda me abisma)
vejo o cismo quando ardo sobre muro
medito cada minuto que humilho ( o mais me alenta)
olho o fôlego (seu périplo pela laringe cilindro de som)
passos de queda trilho
sou poema escuro estribilho unjo
sujo as rotas rotas do mundo.
Sonâmbula vértebra
e lento omoplata trago
para liça do discurso
combato o dado com escudo do sintagma
e riste da alma.
SP/ setembro/2010
Alameda Jurupis/Moema
apartamento de Murilo Gun






