No poço carcaça de uma condessa
espáduas de duques na sarjeta
tripas de condes corvos satisfeitos
da pira grita brilho exausto de comendas
em gusa arde chusma esclerosada
de brasões envilecendo.
Sal da glória na ferida de heróis
busca guarida, pus floresce da esperança
convulsiona víscera a tensão dos feitos
bélicos que tumefacta coroa alberga
láurea de vencedores se degenera em bosta crua
(e válida ou veludosa, intestinal ou política)
areia desmorona a desmemória, agonizam
grilhões, sedentos dissabores satisfazem-se com a dor (insípida)
reis decadentes incendeiam égides (com piras de majestades)
ilusão de seus reinados ajoelha-se à verdade
condes suicidam-se inapelavelmente com brocados frios
à margem incinerada de seus dolorosos condados.
Nas fumegante aras a incógnitos deuses sacrifico
libo e hinos arranjo para que meu mundo não caia.






