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Dom, Nov

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O poeta Odmar Braga suplanta o árido (que pulsa em sua veia de pedra e sono, como viço ou alma) e o ávido (que o devora como ânsia reveladora do véu das coisas

humanas e mortais), ávido esse, árido aquele, em que o poeta submerge seus olhos ubíquos, posto que postados além de qualquer imediato, porque o orvalho move sua pena e a saudade ganha sua alma.

 

A carne do tempo, corta-a o estro do poeta em riste, com as estrelas afiadas do seu buril verbal (de brilho impávido e nu), com as rimas vermelhas de sua ciosa (e quase física) metafísica.

Do jogo de lupas e limas sai a linha (vertical de seu horizonte poético) que alicerça o verso, irrompe a imagem (vértice e base) que contagia a estância.

Enfim, a poesia de OB prova a respiração da página, desata diva epifania de palavras (como um deus alimentando-se do pasto de metáforas originárias do redil humano da vida).

O amor do verbo instaura a soberania da página, sua verdade escrita, seu vetor humano.

Da transcendência do papel vive o momento da poesia cifrado num instante do poema Rekodro de mis rekodros. Tenho dito e assino sob a vertigem da leitura sincera do irmão.

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Murilo Gun

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