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Qua, Jun

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FIZ O CURSO DE HISTÓRIA, na antiga Faculdade de Filosofia de Pernambuco – FAFIPE, defronte da Fratelli Vita, na rua da Soledade – Recife. O golpe de 64 fez alterar o conteúdo dos currículos, porém aproveitei bem os professores Amaro Quintas e Armando Souto Maior (que por sinal foram meus examinadores nas provas orais, aquelas com ponto e tudo), digo que me beneficiei porque passei em 1° lugar no vestibular e me distingui no curso, chegando a ensinar história ainda acadêmico, até enveredar por Direito e Filosofia.

Sabia tudo sobre a 2ª Guerra Mundial e sobre a Guerra da China (com o Japão, potência invasora). O Japão, com a doutrina Tanaka, de 4 pontos, invadiu a República da China, obra política de Yat Sen, que, mesmo república, era absolutamente desunida, portanto quase indefensável.

 

A invasão do aguerrido do império japonês começou, após a morte, em 1925, de Sun Yat Sen, e durou até o fim da 2ª guerra, ou melhor, a China teve seu grande território desimpedido. Os 15 anos de destruição e morte e barbarismo digno de um Gengis kan produziu a unidade da nação chinesa. O mais interessante é que o ataque japonês à base americana de Pearl Habour, em fins de 1941, foi apenas o entroncamento do projeto bélico e expansionista do Japão à guerra iniciada pela Alemanha. E que não foi tal fato estratégico para Hitler, que contava agredir os USA mais adiante. É que os dois projetos bélicos de domínio do mundo se juntam. O do Japão, com a doutrina Tanaka de dominar a China e invadir a Europa e os Estados Unidos, com o de Hitler, do novo reich que duraria mil anos. Semidestruída a China, os chineses (450 milhões deles) mudaram o país para a outra ponta do território: todas as pessoas, bens, fábricas foram transferidos para mais de 3.000 km, em Burma. Foi um heroísmo sem conta e sem precedentes de um povo levar nas costas praticamente os bens de uma nação. Foi como se o Sul e Sudeste, com fabricas, comércios, pessoas, famílias do Brasil fossem transplantados para o Amazonas, inclusive Brasília.

E assim fez falhar a logística Tanaka, que planejava só invadir a Europa após conquistar a China. Daí, o desastre histórico do Japão. Considero a resistência chinesa, por mais de 10 anos, a maior epopeia de um povo, a mais bruta opressão sofrida por uma nação, que resistiu e se manteve unida, numa guerra de 60 a 80 milhões de mortos, nunca contabilizados, e a destruição minuciosa e belicamente metódica de centenas de cidades. No aniversário dessa nova China, sua história.

BOA NOTÍCIA: O jornalista e escritor Manoel Neto Teixeira reaproximou-se de Osman Holanda, através das gestões de seu irmão Jadeci e de Capoeira, nosso grande amigo e estrategista da manobra de reamizade. MNT fêz uma autocrítica, reconheceu ter tomado o partido errado, quiça por ingenuidade, quiça por enfeitiçamento, e agora volta ao redil de onde nunca deveria ter saído, conforme reconheceu. Manoel Neto é um intelectual de valor e jornalista de valia.

NOVA DOENÇA e grave, mas de cura fácil. Existe o TDAH (Transtorno  de déficit de atenção e hiperatividade), de que sou (VCA) afetado desde jovem, embora só diagnosticada aos 50 anos, pelo psiquiatra e romancista, prima legítima do ramo Cavalcanti de Albuquerque, a ex-presidente do Instituto Arqueológico, Histórico, Geográfico Pernambucano, Maria Cristina Cavalcanti de Albuquerque, filha do Deputado do antigo PSD, de Agamenon Magalhães, médico enfamado (e amigo próximo de Arraes, Emídio Cavalcanti de Albuquerque  (irmão de minha mãe, Deográcia Cavalcanti de Albuquerque). Só há questão de 10 anos, comecei a tomar Ritalina e Concerta (remédios de outra profilaxia, adaptados à TDAH). Depois descobri que meu avô – juiz de direito, Manuel Florentino Corrêa de Araújo, meu pai, Claúdio Corrêa de Araújo e meu filho caçula, Murilo Gun, sofríamos da mesma enfermidade.

Hoje, Gun – após seguir carreiras que não obedecem a rotinas de birô ou escritório, como palestrante, escritor, ator e comediante - tem focos de atenção diversificada, capaz de inibir totalmente o TDAH. O mesmo aconteceu comigo, fazendo jornal, revistas escrevendo livros e lendo 10 a 15 livros de uma vez, para satisfazer o foco mutável ou sua mudança abrupta que a doença exige.

A nova doença é TDN (Transtorno de Deficit de Natureza), já aceita e reconhecida. A causa: a vida urbana ou metropolitana. A cura: o verde. Descobriu-se que mulheres casadas, cujas janelas das casas dão para muros, telhados, prédios e outros tapumes tais, tratam mal o marido, sofrem de mau humor, são depressivas, entre outros males do déficit de verde. A cura: basta uma janela verde ou duas horas num local adequado, para  tomar doses megas de verde. Que melhora tudo!

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Murilo Gun

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