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Qui, Jan

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Ainda quando residia no Mosteiro de São Bento e, num ritual meio britânico, às 5 da tarde (sem necessário revérbero em Lorca), bebia sofreguidãomente um café com João Marques – e falávamos sobre o estado da poesia no Brasil.

Comecei a desenvolver uma reflexão programática com vistas a criar uma situação possível de discutir seriamente o estabelecimento de uma nova ordem, um novo parâmetro, outros paradigmas para a poesia brasileira areiada desde o pós 45, cujo desrumo propiciou um atraso relevante. Em busca de impor um novo estilo - um dolce stilo nuovo, propor ou impor uma nova sensibilidade poética. Juntamente com João Marques, que, com os libretos Barro I, II, III, da coleção Pernambucos, edição papel jornal (sob curadoria minha e dele – e editada por Roberto e sua magistral e moderna Primeira Mão, parque gráfico de alto nível), demostrou extrema capacidade de recepção e composição da nova modalidade de poesia proposta, e com o sensível e psicanalítico alicerce do intelectual Osman Holanda (bem como a simpatia – única dentre todas – ou nenhuma, demostrada por Pedro Henrique Veloso), chegou-se ao conceito de Poesia Absoluta (que não é rótulo, nem aventura) ou poema neoposmoderno.

 

De Recife, contamos com a eminente atenção e preciosa intervenção de Rogério Generoso, Prof. Carlos Newton Júnior, Adriano Marcena, e dos professores Admmauro Gommes, Fernando Guerra, Wilson e João Constantino, da FAMASUL (que a propósito desenvolve uma pesquisa e reflete sobre a Poesia Absoluta, com alicerce nos seis livros de poemas, inéditos que editei em 2012, pela Bagaço e Ideia). O resultado veio em forma de estudos, poemas, miniensaios, reflexões que preenchem o espaço de três edições da nova revista de arte e literatura (e filosofia) Papel Jornal, que entrego ao especial (e peculiar) leitor(a) interessado(a) em mudanças no campo da poética vigente – com a desestabilização do velhamente estabelecido.

Contei com o apoio, a opinião e a adesão de primeira hora imprescindíveis (ativa e passivamente, como articulista ou leitores experimentais) de Cláudio Veras (professor em Heidelberg, há 20 anos), Odisseus Morales (poeta, crítico e ourives em Nova Iorque), Victor Carres, poeta pós-simbolista, Maria Cristina Cavalcanti de Albuquerque (romancista de vanguarda, especialista no gênero novo – por César Leal reconceituado, de Metaficção Historiográfica) e Roberto Cavalcanti de Albuquerque (intelectual de quatro costados, detentor de intensa e extensa erudição (geral), autor de mais de 30 obras), ambos meus parentes, pelo lado de minha mãe, Deográcia Cavalcanti de Albuquerque Corrêa de Araújo.

No entanto, o Mestre Absoluto da Poesia Absoluta, a quem dedico essa Revista, é o emérito , distinto e incomparável Professor Titular de Teoria Literária da UFPE, o canadense e universal, SÉBASTIEN JOACHIM, autor de obra ensaística e de pesquisa inominável e do vital livro de ensaios (para mim): O destino poético de Vital Corrêa de Araújo (edição Bagaço/IML – Instituto Maximiano Campos (leia-se Antônio Campos).

 

Dedico a meus filhos

Cláudio Corrêa de Araújo Neto (causídico generalista em Recife)

e Murilo (Dantas) Gun, humorista,

introdutor da Stand Up Comedy, no

Norte/Nordeste, detentor aos 15 anos da

Medalha José Mariano, comenda

da Câmara de Vereadores da Cidade do

Recife, palestrante sofre empreendedorismo

e criatividade nas empresas e na vida, autor e produtor dos

shows que realiza em todo o Brasil, atualmente

apresentando o programa

Amigos da Onça (SBT) – todas as 2ªs, às 22:45h.

Gun, através de seus vídeos e locuções

humorísticas é responsável por

cerca de 10 milhões de acessos na Internet.

 

ADENDO: Quando imaginei embarcar na luta por uma nova sensibilidade poética e retocar a modernidade poética brasileira interrompida, pensei num movimento amplo, e tentei sediá-lo em Garanhuns. Quando, ainda, presidia a UBE (União Brasileira de Escritores, antes mesmo da UBE, através de mim, propor a criação do FLIG (ideia que João Marques abraçou e realizou), bosquejei uma conversa com (jovens) poetas de Garanhuns, mas fui rejeitado de pronto. Acharam exóticas e imprestáveis a ideia e a proposta da nova poética. Dez anos depois, volto a Garanhuns, agora como editor de O Monitor, e retomo o projeto (já bem desenvolvido). Novamente, não encontro a mínima minimória ressonância. E crio não um movimento, mas uma seita. A seita da Poesia Moderna, com três nomes, eu, João Marques e Osman Holanda. Os três novasseitas foram em frente. E eis o resultado: PAPEL JORNAL – REVISTA DE ARTE E LITERATURA, a serviço da Poesia Absoluta.

 

ADENDO 2: A reação negativa (e sem explicação racional ou não) dos jovens (e não tão jovens) poetas de Garanhuns, a ponto de nem sequer tomar consciência (mínima que fosse) do assunto em tela, que provoquei, inclusive no recinto da Academia de Letras de Garanhuns, me levou à triste e indesculpável conclusão de que estes são, ainda, idiotas perfeitos. O tema, tão empolgante e promissor, em nada seduziu e em nada despertou qualquer simples interesse, mesmo superficial ou à moda de voo.

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Murilo Gun

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