06
Seg, Abr

destaques
Typography
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times

O rosa com que o crepúsculo colore

O rosto cansado das casas

Os lençóis rotos que são

A obscena prova do sono

A ferida que a intempérie cria

Na carne do monumento

A ruína do rosto e da pedra

Esse duro ofício do tempo

O pétreo uivo da areia

Que espanca a máscara da face

A lua árabe que ofegante

Se despe em cada oásis

Os rijos pajens de sedosa pele

A morte que nos desnuda e comove

Os bárbaros que o poeta alexandrino aguarda

As ébrias adegas do sono

Onde as fadigas dessedentas

Os rosados murmúrios do entardecer

Despertando a melancolia da pele

Esse velho coração tão crédulo

                E cansado de ilusões.   

O rosa com que o crepúsculo colore

O rosto cansado das casas

Os lençóis rotos que são

A obscena prova do sono

A ferida que a intempérie cria

Na carne do monumento

A ruína do rosto e da pedra

Esse duro ofício do tempo

O pétreo uivo da areia

Que espanca a máscara da face

A lua árabe que ofegante

Se despe em cada oásis

Os rijos pajens de sedosa pele

A morte que nos desnuda e comove

Os bárbaros que o poeta alexandrino aguarda

As ébrias adegas do sono

Onde as fadigas dessedentas

Os rosados murmúrios do entardecer

Despertando a melancolia da pele

Esse velho coração tão crédulo

                E cansado de ilusões.    

Murilo Gun

Inscreva-se através do nosso serviço de assinatura de e-mail gratuito para receber notificações quando novas informações estiverem disponíveis.
Advertisement

REVISTAS E JORNAIS