Amo o átimo de tempo que me habita
E o pórtico de espaço que me espanca
Pois de instante e sítio sou composto.
O infinito não me doma
Pois sua porta é efêmera
E sua carne ardilosa
Não me ilude a fome santa.
Odeio as normas do trânsito metafísico
E os umbrais do intestino filosófico.
Assaltam-me de cólera
As tachas do féretro
As rotas do Érebo e as tulhas
De quinquilharia fria
Do sétimo dia.
Despreza as montras do estomago e o acetileno
Que persegue Diógenes e obumbra o cenho.
Amo urnas senhas sonhos ditirambos.
Silvas de silêncio artes nuas salmos
Tanto quanto detesto torturas e escravos
Rejeito as taças amantes da cicuta
Aceno com apreço ao inferno
Acinzento das tavernas e pubs do espírito.
Acima de tudo amo o céu do Pátio
E a douda noute e atenta
Que abarca e me contempla.






