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Qui, Jan

Poemas
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Gólgota, lenho da dor, gerou a cruz

cujo destino era o Calvário ou o Amor?

Eis a última pedra, o sopro ósseo

o tremor pânico, o caos da dor

eis que se lança o escuro alicerce

do sepulcro da manhã

(e para sempre jaza a primavera sepultada).

 

A manhã morreu, grita o novo Pã:

estou vivo, se foram as manhãs

na eternidade enterrei-as (a todas

sem remorso ou exceção).

Envenenadas pela diva cicuta de Sócrates.

 

Noite eterna a barba de Pã cofia.

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Murilo Gun

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