Poemas
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Um cão abunda no mundo só

entre aparas e arestas de lixo

enquanto jorra alto odor de calmo licor

e aroma desolado de amor persiste

de rosto devastado perplexa sombra

se agita sob pálpebras do tempo.

 

Sobra um sabor de março

num céu anônimo de abril.

 

Oxalá, as coisas se comprimam

ou do âmbito do silêncio avancem

quiça a cinza volte e ser-me

cremada pelo tempo afora.

 

Olho o silêncio, sinto

a pulsação do instante stop.

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Murilo Gun

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