Especialmente, os do sexo masculino, os mais ingênuos, digo, os mais propensos a comprar livros de poemas, muito embora a tendência esteja se espalhando (como fogo na caatinga), e muitas mulheres preferem uma livraria a uma butique e uma coletânea de poemas a uma colônia de grife ou a uma sandália exibida no intervalo das novelas de TV, entre cremes faciais.
Este, a propósito, é um livro de poesia, isto é, um tomo, reunião, compêndio de poemas complexo e dificilmente estaria à altura de quem o adquirisse, porque o estilo é bem astuto, pós-moderno, e paradoxalmente o autor vela pela ambiguidade e terceiros sentidos dos poemas; igualmente, o “fazedor” zela pelo bem do seu bolso (leitor) e paz do seu espírito acomodado ao dia-a-dia tíbio (na acepção de Espanha) e recomenda que não o compre; se comprar, não abra, se abriu, não leia, se começou a ler, pare; se já leu: esqueça!
Pela atenção, o autor






