O rosa com que o crepúsculo colore
O rosto cansado das casas
Os lençóis rotos que são
A obscena prova do sono
A ferida que a intempérie cria
Na carne do monumento
A ruína do rosto e da pedra
Esse duro ofício do tempo
O pétreo uivo da areia
Que espanca a máscara da face
A lua árabe que ofegante
Se despe em cada oásis
Os rijos pajens de sedosa pele
A morte que nos desnuda e comove
Os bárbaros que o poeta alexandrino aguarda
As ébrias adegas do sono
Onde as fadigas dessedentas
Os rosados murmúrios do entardecer
Despertando a melancolia da pele
Esse velho coração tão crédulo
E cansado de ilusões.
O rosa com que o crepúsculo colore
O rosto cansado das casas
Os lençóis rotos que são
A obscena prova do sono
A ferida que a intempérie cria
Na carne do monumento
A ruína do rosto e da pedra
Esse duro ofício do tempo
O pétreo uivo da areia
Que espanca a máscara da face
A lua árabe que ofegante
Se despe em cada oásis
Os rijos pajens de sedosa pele
A morte que nos desnuda e comove
Os bárbaros que o poeta alexandrino aguarda
As ébrias adegas do sono
Onde as fadigas dessedentas
Os rosados murmúrios do entardecer
Despertando a melancolia da pele
Esse velho coração tão crédulo
E cansado de ilusões.






