06
Seg, Abr

destaques
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Amo o átimo de tempo que me habita

E o pórtico de espaço que me espanca

Pois de instante e sítio sou composto.

O infinito não me doma

Pois sua porta é efêmera

E sua carne ardilosa

Não me ilude a fome santa.

Odeio as normas do trânsito metafísico

E os umbrais do intestino filosófico.

Assaltam-me de cólera

As tachas do féretro

As rotas do Érebo e as tulhas

De quinquilharia fria

Do sétimo dia.

Despreza as montras do estomago e o acetileno

Que persegue Diógenes e obumbra o cenho.

Amo urnas senhas sonhos ditirambos.

Silvas de silêncio artes nuas salmos

Tanto quanto detesto torturas e escravos

Rejeito as taças amantes da cicuta

Aceno com apreço ao inferno

Acinzento das tavernas e pubs do espírito.

Acima de tudo amo o céu do Pátio

E a douda noute e atenta

Que abarca e me contempla.

 

Murilo Gun

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