06
Seg, Abr

destaques
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Galgo silêncio, salto

limites, alço-me ao ouvi

sobre desamparo uivo vivo grito surdo

candura do abismo toco apalpo, acuo

a beira do precipício (inocente borda me abisma)

vejo o cismo quando ardo sobre muro

medito cada minuto que humilho ( o mais me alenta)

olho o fôlego (seu périplo pela laringe cilindro de som)

passos de queda trilho

sou poema escuro estribilho unjo

sujo as rotas rotas do mundo.

 

Sonâmbula vértebra

e lento omoplata trago

para liça do discurso

combato o dado com escudo do sintagma

e riste da alma.

 

SP/ setembro/2010

Alameda Jurupis/Moema

apartamento de Murilo Gun

Murilo Gun

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