04
Seg, Jul

Ouro carnívoro, virótico

prata viril

                   caos virtual, arcaico do acaso

                   dos ossos, das asas dobradas

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Partilhemos cada estilhaço de silêncio

saliência de volúpia e desencanto

(fração de grito ofereçamos a tigres mudos

para que o estraçalhem completamente

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             Para o poeta, desde Rimbaud, Valéry, Pound, Perse, Octavio Paz, Guillén (Jorge) etc, poema é inexplicável, no sentido de o que se quis dizer ou qual sentido - prévio ou não, acabado ou não, preciso ou não, foi impresso à página poética? Como uma alma ao corpo.

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             A mãe de Rimbaud, indagou do jovem poeta, assustada com as incompreensões que ele escrevia: o que você quis dizer, filho, num determinado poema?

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a Rogério Generoso, poeta

Aos provérbios de cerâmica

às torres de assalto

ao inerme riste das ameias

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Choques políticos têm percorrido a veia brasileira, criando trombos,infartando a democracia, com figuras folclóricas, como Jânio Quadros, João Goulart, Collor, Itamar Franco, Sarney, guindados ao posto de presidente da república, legitimamente vírgula, deixando atrás de si um rastro duvidoso, um sabor inautêntico e viciado de que as coisas não deveriam ser assim.

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 Não se trata da busca do sentido perdido (ou abrir a vital arca do significado), mas de perder os sentidos, ocultá-los, tornando-os indecifráveis, isto é, não fáceis, desimediatos, dá-lhes o resplendor do mistério. Os gregos antigos (clássicos) consideravam o poeta possuído por deuses, portanto em estado de delírio, em que a perda do sentido (da palavra) era fulcral. De enthos (possessões por um deus) vem entusiasmo.

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Murilo Gun

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