Luz avara de céu sem pássaro

quando homens loucos correm como ribeiros

e as copas das árvores ficam tristes

e o invólucro da treva se desata.

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Minha voz é sal alevantando-se

duna branca que a tireóide acalma

lua de cócoras, pâncreas enlevado

raiz do céu dentro da garganta

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Há algo do sal da vertigem que cultivo

junto à madeixa deixada na escuridão

junto à folha da relva truncada

numa página antiga esmagada como verme

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Dias são espessos insanos tempos

noites tênues onde desvairadas luas vagam

sem leme ou data

noites são meras e falsas

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Murilo Gun

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