Luz silenciosa, cor de cobalto, claridade de basalto, cátodo de relâmpago, hélices de hélio, divo metano e augusto núcleo de urânio sólida luz de cintilações metálicas e filosófica ambição (do divórcio entre o mundo d’hoje e da beleza humana a escritura registrada na praça), eis a epifânica deformação da forma ordenada do mundo vivido de aparências para triunfo do engano que aliena e parteja a idiotia mundana.

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A substituição das gerações e vital à literatura – em especial à poesia – e é uma necessidade apodítica, representa a injeção de novo ânimo, nova forma, ou modalidade de rima, como se dizia, para o verso novo. É um evento do tempo e densamente dialético.

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Cláudio Véras

         Em Vital Corrêa de Araújo (VCA), o espantoso e o inusitado se amam... e dão-se as mãos a absurdas metáforas, construtores do verbo primordial.

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            Sou a peregrinação pelas ruas do Recife, sou-as, fui-as, a mim elas assinalaram os caminhos por dez mil dias e por suas pedras úmidas e velhas – como as portuguesas da Rua do Imperador que marcaram os passos de meu pai – nelas nesses caminhos antigos a bárbara sequidão de ser eu arrefeci... por isso ainda sou.

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VCA

            Por que poema absoluto repulsa?

            Amedronta, afasta leitor instintivamente, leva-o a reprimir-se, incomoda (tipo afasta de mim esse cálice de palavra)... e essa autorepressão é incontinente, efetiva e indetida, quer dizer compulsiva, maior que a vontade de ler (ao poema... difícil, estranho... temível, repulsivo).

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                Poesia é controvérsia, não é retórica. É arregimentação de palavra, invencíveis e esfingéticos batalhões de verbo na guerra da página. Não se admita jamais um (só) sentido único no poema.

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Poesia absoluta é fruto das emissões de átomos verbais ao léu da alma ou da página (jogados como elétrons orbitando o início).

            O digno ingrediente não em clássica versificação para estruturação do poema absoluto é a quantização verbal através do leitor dos átomos das palavras (tória usina verbal) para obtenção de reações sintagmáticas na lauda interior (qual a alma).

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                                                                             Deus criou a mulher, o homem

                                                                             foi inconsequência.             VCA

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Cavalo solto no páramo desembestado do coração

surdo galope da alma no prado cansado

era teu grito rebelado contra

silêncio cúmplice e desvairado.

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Murilo Gun

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