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Dom, Nov

Olhos são minas de azul, senhora

que busco mirar, sincero minério de luz

chorando por vê-los capturados

de lume desesperado e desejo

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De que são feitas as últimas vontades?

Que cimento rege seus edifícios

que esfinge doura seus mistérios?

Qual o seu teor último e vário

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Que dizem corpos enlaçados de viva lascívia

(se falam e não emudecem de volúpia farta)?

 Aperta-me mais um rosna ao outro

(ou murmura cataléptico do gozo).

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Se interrogo ruínas, respondem:

é da natureza do edifício ruir.

E da natureza do Brasil ruir?

E a aridez no rosto, a quem interessa?

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Cala tudo no seio da morte.

O silêncio tem mais algo de torturado pássaro

que o grito

osso branco de velório e ar funéreo.

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Existe a noção corrente (e sensata, porque

prática) – que é o uso ordinário da linguagem

como um mero meramente instrumental

de comunicação, a linguagem como sinais

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Murilo Gun

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