09
Dom, Maio

VCA

O impassível crítico e ensaísta dos melhores da atualidade e professor de literatura comparada em Genebra, Georges Steiner (de quem li, reli, tresli sete de suas obras mais recentes) define, situa otimamente literatura, ou seja, sua extrema serventia: “libertar a linguagem da utilidade imediata e da necessidade (obsessiva como a têm os poetas) única de comunicação; ela eleva a palavra à palavra acima do discurso comum”.

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Súbito estanco esta crônica, que manuscrevo de minha escrivaninha de cedro do Mosteiro (após noite irmanada, vinho e amizade como brindes, nas mesas do pub íntimo DATERRA) para sentir no rosto e na alma frio cálido (e noturno) penetrar janela aberta, a dentro, e defronte ver vulto das folhas de bananeira meu olhar deslumbrando-se ante relevo mineral das colinas de Garanhuns. A propósito, uma jia, entre a bananeira noturna, me lembrou um haicai de Bashô:

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ao filósofo Reginaldo Oliveira

O século XX foi pródigo em violência, guerras, mortes, holocaustos, extermínios: Hitler, Stalin, Mao, Kmer Vermelho, Pinochet, Franco, Salazar, muitos desses totalitarismos violentos, desmedidos foram edificados, postos em sádica prática em nome de utopias, progresso social, purificação, aperfeiçoamento do humano, etc.

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O vinagre de maçã é considerado pelos gurus do vinagre um dos alimentos mais saudáveis que existem, especialmente quando feito com maçãs maduras e frescas, e depois deixado para envelhecer. E, agora, o vinagre de vinho tinto, esse condimento tão simples, pode se revelar também um concorrente, graças às propriedades de cura contidas na uva, e potencializadas pela fermentação, essa magia da natureza operada pelos micróbios – microrganismos salubres.

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Alexandre José Barbosa Lima Sobrinho nasceu no Recife em 22 de janeiro de 1897. Após os estudos secundários que fez no Colégio Salesiano, ingressou na Faculdade de Direito onde concluiu o curso de bacharel. Barbosa Lima foi basicamente um jornalista. Começou a escrever no jornalzinho do colégio, mas aos 15 já era repórter dos grandes jornais do Recife. Sua longa vida foi exemplar: Político honrado, representou Pernambuco na Câmara Federal em três legislaturas, foi governador do Estado, presidente do Instituto do Açúcar e do Álcool, membro da Academia Brasileira de Letras e presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) por vários períodos. Barbosa Lima combateu o governo de exceção (1964/1985) e foi um dos lideres da derrubada do presidente Collor, casado com a corrupção. Na mocidade, Barbosa Lima foi atleta do seu clube de coração, o Náutico. Faleceu ainda como jornalista ativo, aos 103 anos, no dia 16 de julho de 2000, no Rio de Janeiro.

 

 

Assisti a reunião do último sábado da Academia de Letras de Garanhuns, que deu posse a mais três acadêmicos. Inclusive, participaram Osman Holanda e Aristóteles Bastos que peticionaram ao presidente, documentos protocolados devidamente, solicitando retorno à condição de acadêmicos, e, ao que foi dito, nenhum deferimento foi dado. O que é estranho, pois devia nessa reunião já acatá-los como membros ativos. Vai depender, disse o presidente, de reunião do Conselho. Quando? Seriam, quem sabe, expedientes antidemocráticos para evitar votos contrários na eleição (ou reeleição sucessiva do atual presidente que ocupa o posto há 22 anos?).

 

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Quando numa tarde meio estéril, nevoenta (londrina, nervosa) de Oxford heroica doutores curiosiados retóricos por cátedras nutridos, engordados por letras e lipídios (alfabetizados com bifes e bacon matinal) pela classe do clima crismados, aperfeiçoados pelo brutal ansioso, substancial, doentio e adjetivo conservadorismo britânico e atual, indagaram a Mallarmé sobre a situação da poesia: ele disparou. “De fato (e direito tendes a ouví-lo) trago notícias esplendorosas”. As máculas. A virgindade da poesia foi-se. Decepou-a (estuprou-a) a foice do tempo pedófilo afiada contra a inocência perigosa da palavra. Testículo do verbo, corda da harpa poética, cortaram.

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Vital Corrêa de Araújo

É preciso atentar, ao ler Rogério Generoso poeta, que as frases (versos) que constituem ou lastreiam a linguagem poética carecem do valor (ou avaliação) de falsa ou verdadeira. Verdade, que atribuímos ao território da ciência, como referência ou prática, como algo objetivo; ou ao campo da filosofia, como reflexão teórica, como visão subjetiva do objeto (mundo/homem).

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Vital Corrêa de Araújo

Adorno indaga: após A              , para que poesia? E eu: após 1922, para que poesia? Ou prosa?

Em 1922, Joyce publica Ulisses. E Eliot, Terra devastada desolada. Em compensação, Proust morre. The wast land é mais que um marco. É um fim. Um pódio. Algo alcançado. Definitivo. O contrato eterno do homem com a palavra (poética na acepção de religião) cumpre-se. Sem comentários. A sorte lançada deu frutos impressentidos. E eles sazonaram o nosso espírito. A alma do século 20 está em paz consigo mesma e com as épocas (passadas e futuras) porque Eliot e Joyce cumpriram com todos os ritos da criatividade e se fizeram presentes.

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Cláudio Veras

AdmmauroGommes –meu colega professor de literatura, num gesto ousado e demonstrando extrema competência e exemplar metodologia, organiza, em tempo recorde, cerca de 30 dias, livro em torno da obra do poeta Vital Corrêa de Araújo, reunindo depoimentos, miniensaios, artigos, reflexões sobre poesia absoluta (ou neoposmoderna, como deliciosa e não muito ortodoxamente VCA apoda esse novo surto de sensibilidade poética, essa neoforma de poesia no atual estádio da literatura brasileira).

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Murilo Gun

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