Vital Corrêa de Araújo

Adorno indaga: após A              , para que poesia? E eu: após 1922, para que poesia? Ou prosa?

Em 1922, Joyce publica Ulisses. E Eliot, Terra devastada desolada. Em compensação, Proust morre. The wast land é mais que um marco. É um fim. Um pódio. Algo alcançado. Definitivo. O contrato eterno do homem com a palavra (poética na acepção de religião) cumpre-se. Sem comentários. A sorte lançada deu frutos impressentidos. E eles sazonaram o nosso espírito. A alma do século 20 está em paz consigo mesma e com as épocas (passadas e futuras) porque Eliot e Joyce cumpriram com todos os ritos da criatividade e se fizeram presentes.

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O vinagre de maçã é considerado pelos gurus do vinagre um dos alimentos mais saudáveis que existem, especialmente quando feito com maçãs maduras e frescas, e depois deixado para envelhecer. E, agora, o vinagre de vinho tinto, esse condimento tão simples, pode se revelar também um concorrente, graças às propriedades de cura contidas na uva, e potencializadas pela fermentação, essa magia da natureza operada pelos micróbios – microrganismos salubres.

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Tacham os tais reacionários atuais Mário de Andrade, chefe do modernismo radical (ora de 1922 originou-se, brotou o único modernismo), quando na realidade Mário de Andrade foi corifeu do modernismo real, ultrajado, vilipendiado, combatido, desde o início e continuamente pelos que o não aceitavam, até enfraquecê-lo, dividi-lo, e a partir da Geração 45 derrotá-lo, suprimí-lo.

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VCA

A liberdade gera o maior rigor, o horizonte mais alto, multiplica a imagem da palavra, potencia o acaso, solta o verbo e contribui para a organização plena do delírio verbal. Ao fazer fermentar o aleatório da palavra na página, esse atanor branco, os microorganismos da liberdade poética infestam o papel que é a alma do verso.

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Quando numa tarde meio estéril, nevoenta (londrina, nervosa) de Oxford heroica doutores curiosiados retóricos por cátedras nutridos, engordados por letras e lipídios (alfabetizados com bifes e bacon matinal) pela classe do clima crismados, aperfeiçoados pelo brutal ansioso, substancial, doentio e adjetivo conservadorismo britânico e atual, indagaram a Mallarmé sobre a situação da poesia: ele disparou. “De fato (e direito tendes a ouví-lo) trago notícias esplendorosas”. As máculas. A virgindade da poesia foi-se. Decepou-a (estuprou-a) a foice do tempo pedófilo afiada contra a inocência perigosa da palavra. Testículo do verbo, corda da harpa poética, cortaram.

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Desde que Rimbaud, com o demônio de seus sintagmas, chocou o pensamento lógico enlouquecido pelos “fósforos cantores”, nunca mais um estremecimento lírico deixou de percorrer as vértebras do verbo ou a espinha dorsal da alma do leitor poético.

A catarse ou o desprezo, a unção ou o protesto, o eterno ou o efêmero, a infinitude ou o limite percorrem os espíritos como espinhos de rosa e nunca mais a poesia deixou de ser divina de tanto humana que é desde Rimbaud.

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Moderno não quer dizer originariamente avançado, contemporâneo. Sua derivação latina é outra. Equivalia o conceito ao latim clássico novus. Moderno não é o velho contemporâneo, nem a sobrevivência do antigo, mas o novo.

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Cláudio Veras

AdmmauroGommes –meu colega professor de literatura, num gesto ousado e demonstrando extrema competência e exemplar metodologia, organiza, em tempo recorde, cerca de 30 dias, livro em torno da obra do poeta Vital Corrêa de Araújo, reunindo depoimentos, miniensaios, artigos, reflexões sobre poesia absoluta (ou neoposmoderna, como deliciosa e não muito ortodoxamente VCA apoda esse novo surto de sensibilidade poética, essa neoforma de poesia no atual estádio da literatura brasileira).

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A Poesia Absoluta – conforme professores e alunos da FAMASUL a consideram, se afigura mais uma poética polifônica que linear, dai a mobilidade de suas formas (tendendo a um mobile de Calder que vi em Veneza, sobre a cama de Peggy Gughaimer). Isso pressupõe também a liberdade de leitura. O leitor é livre para entender, contemplar, usufruir do que leia de poesia absoluta.

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(ou a forma desprovida da ratio artística)

A atividade artística em geral reside e se consubstancia na criação da forma (ou das formas). Exerce-se tal ato no âmbito de um estilo que seja pessoal e irrevogável, mesmo irretratável. E nunca mecânico.

Em poesia, é norma a dissipação, a suspensão e mesmo a privação do sentido. O sentido não dá forma. Vice versa.

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Murilo Gun

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