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Dom, Maio

Os sentidos do poema absoluto são muitos. Tantos que o tornam insensível. Não existem fórmulas, metodologias, sistemas que o abarquem, que os reúnam tais sentidos ou o expressem. Todo poema absoluto é visionário. E extremo. Declaradamente meio abstrato.

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O uso comum, normal, ordinário, habitual da língua faz-se com que a usemos automaticamente, por hábito. E mesmo inconscientemente, no sentido de reflexo e condicionamento, no sentido pavloviano. (O que é método assaz usado para automatizar de imediato especulador). Facilidade. Aptidão. Habilidade. O que seja comum é geral, fácil. De entender, responder, comunicar.

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A forja do mundo moderno (aquele que se alicerçou desde Grécia, Roma, Idade Média e engravidou o futuro, que é o agora) foi instalada no distante século XIV (o prenúncio das grandes navegações já ativo).

A sociedade feudal (tão arrumada, bem estabelecida, persistente), os barões e os servos de gleba, toda a estrutura sócio-econômica e cultural da sociedade feudal (medieval) foi colocada em cheque (mate a médio prazo) pela ascensão da classe comercial e dos seus financiadores, os banqueiros de cuja inversão de capital brotaram as navegações e descobertas (inclusive do novo mundo, a América), empresa de alargamento das fronteiras comerciais do mundo financiada pelos banqueiros (dos países baixos) holandeses (e italianos, das várias e opulentas cidades-estados). Tal como Recife obra de Nassau financiada pelos banqueiros batavos da Cia das Indias Ocidentais.

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Cicero Felipe (16 anos) é um Poeta. Ponto final. Digo, afirmo, confirmo, e assino em baixo. Jovem, interiorano, trabalhador desassalariado, lutador pelo pão diário, ao lado da mãe – Dona Mary -, uma verdadeira heroína nesse país de heroínas, mulheres que afrontem o destino madrasto, e vençam, pois a vitória está na dignidade da luta e no desabrochar dos filhos para a vida.

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Cláudio Veras

É visível na poesia que VCA usa em seu poema que o vínculo sintático é desprezível em benefício do verso. Que ele escreve, grafa a palavra como lhe doa, sem obediência a regras bastas, clássicas, rígidas: v.g. neoposmoderno (onde os hífens?). Já o sentido do poema, esse coitado, foi pro beleleu há muito. Nem se comenta. Se a poesia é inútil, VCA a faz menos útil ainda. Nisso segue, Leminsky: inutensílio. Então, norma, nexos, genitivos, acecipesvérbicos, conectivos turbo, tudo é plausível mas dispensável. VCA, em lugar de elos sintáticos, utiliza nexos imagéticos. Com clareza imperturbável.

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Na poesia, estabelece-se uma relação (ou compenetração íntima, cálida, complexa) quase sexual, porém inusitada, com os objetos (do mundo e da vida). É uma busca de arquétipos perdidos, empreendida pela palavra. O verbo no poema é um tipo esdrúxulo de Indiana Jones.

Não se pode obter respostas (tipo lições, capas ou retratos de emoções, explicações) pela poesia, porque ela está mais além da banalidade do mundanismo, da imediatez quase automática que na vida comum (capitalizada, urbanizada ao máximo, gozada ou sofrida à saturação) perseguimos com obsessão e implenitude.

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O estudo centenário (detido, preciso, aritmético) do verso como combinação de fonemas formando sílabas, estas manipuladas para montarem palavras concatenadas e “trenadas”, isto é, construindo sintagmas e versos ritmados, medidos, soníferos, em suma. Nada disso interessa hoje, de há mais de cem anos.

No poema, deve-se considerar só a palavra. Poema se faz com palavras, não com ideias (ou outras coisitas mais), dixit Mallarmé.

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Na página, mármore, poeta cinzela (plasma sígnicos sentimentos), lança nesse pétreo mar branco sua rede de metáfora, apanha o peixe-sintagama, e do cardume de significantes içado arma o poema, objeto terreno e alado.

 

Ou sobre o branco da página se debruça, arranja o texto como quem a tela com tino pincela, mancha gráfica que sobre é o poema.

 

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A poesia de VCA vai além do mero e exato verso livre. Apetite furioso de realidade, ele demonstra poeticamente. Ele, que foi militante, na época do nacionalismo e petróleo é nosso pupilo de Gondim da Fonseca, e, ainda jovem, aos 15 anos, criou o Movimento Nacionalista de Vertentes – com um megafone improvisado postado na boca da praça deserta do adro da igreja reacionária da época febril dos fins dos anos 50, e pregava o nacionalismo contra o entreguismo, brandindo os 2 volumes de Estudos Nacionalista e a China e nós, de Osny Duarte Pereira, Roboré contra a Petrobrás, Senhor Deus dos desgraçados (do tradutor e poeta Gondim da Fonseca), etc

 

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Murilo Gun

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