A poesia absoluta, cujos delineamentos e primeiras tentativas de conceituação vieram da Alemanha, com o Prof. Cláudio Veras, a que dei continuidade e alimentei com poemas o processo, e o Prof. Admmauro Gommes – da FAMASUL deu coerência final e levou a debate, entre alunos e professores das Faculdades da Mata Sul, não é uma oferta, é uma conquista.

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Cláudio Veras

O mundo, de fato, é um só, porém sua unidade deve ser encarada como uma disposição (as coisas como são ou como se nos apresentam) e não como um desígnio (as coisas como o eu as distinga, como eus e outros as foquem, como leitor modele, esclareça, aceite, isto é, de modo peculiar).

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Os sentidos do poema absoluto são muitos. Tantos que o tornam insensível. Não existem fórmulas, metodologias, sistemas que o abarquem, que os reúnam tais sentidos ou o expressem. Todo poema absoluto é visionário. E extremo. Declaradamente meio abstrato.

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O estudo centenário (detido, preciso, aritmético) do verso como combinação de fonemas formando sílabas, estas manipuladas para montarem palavras concatenadas e “trenadas”, isto é, construindo sintagmas e versos ritmados, medidos, soníferos, em suma. Nada disso interessa hoje, de há mais de cem anos.

No poema, deve-se considerar só a palavra. Poema se faz com palavras, não com ideias (ou outras coisitas mais), dixit Mallarmé.

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O uso comum, normal, ordinário, habitual da língua faz-se com que a usemos automaticamente, por hábito. E mesmo inconscientemente, no sentido de reflexo e condicionamento, no sentido pavloviano. (O que é método assaz usado para automatizar de imediato especulador). Facilidade. Aptidão. Habilidade. O que seja comum é geral, fácil. De entender, responder, comunicar.

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A forja do mundo moderno (aquele que se alicerçou desde Grécia, Roma, Idade Média e engravidou o futuro, que é o agora) foi instalada no distante século XIV (o prenúncio das grandes navegações já ativo).

A sociedade feudal (tão arrumada, bem estabelecida, persistente), os barões e os servos de gleba, toda a estrutura sócio-econômica e cultural da sociedade feudal (medieval) foi colocada em cheque (mate a médio prazo) pela ascensão da classe comercial e dos seus financiadores, os banqueiros de cuja inversão de capital brotaram as navegações e descobertas (inclusive do novo mundo, a América), empresa de alargamento das fronteiras comerciais do mundo financiada pelos banqueiros (dos países baixos) holandeses (e italianos, das várias e opulentas cidades-estados). Tal como Recife obra de Nassau financiada pelos banqueiros batavos da Cia das Indias Ocidentais.

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Cláudio Veras

A ideia de que poema é harmonia, identidade calma, unidade prima é uma droga. Poema é todo, qualquer e nenhum lugar. Poema é antitempo. É não-lugar também. É salto hermenêutico. Quântico-alquímico. Algo sem continuidade prima incoerente ao máximo. Sem mínima regularidade. De ritmo selvagem. Sem nada, nada daquilo que leitor (brasileiro) goste.

 

 

 

Cláudio Veras

É visível na poesia que VCA usa em seu poema que o vínculo sintático é desprezível em benefício do verso. Que ele escreve, grafa a palavra como lhe doa, sem obediência a regras bastas, clássicas, rígidas: v.g. neoposmoderno (onde os hífens?). Já o sentido do poema, esse coitado, foi pro beleleu há muito. Nem se comenta. Se a poesia é inútil, VCA a faz menos útil ainda. Nisso segue, Leminsky: inutensílio. Então, norma, nexos, genitivos, acecipesvérbicos, conectivos turbo, tudo é plausível mas dispensável. VCA, em lugar de elos sintáticos, utiliza nexos imagéticos. Com clareza imperturbável.

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Murilo Gun

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