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Dom, Out

Na página, mármore, poeta cinzela (plasma sígnicos sentimentos), lança nesse pétreo mar branco sua rede de metáfora, apanha o peixe-sintagama, e do cardume de significantes içado arma o poema, objeto terreno e alado.

 

Ou sobre o branco da página se debruça, arranja o texto como quem a tela com tino pincela, mancha gráfica que sobre é o poema.

 

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Cicero Felipe (16 anos) é um Poeta. Ponto final. Digo, afirmo, confirmo, e assino em baixo. Jovem, interiorano, trabalhador desassalariado, lutador pelo pão diário, ao lado da mãe – Dona Mary -, uma verdadeira heroína nesse país de heroínas, mulheres que afrontem o destino madrasto, e vençam, pois a vitória está na dignidade da luta e no desabrochar dos filhos para a vida.

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A poesia é o verbo (de barro) com presente, passado e futuro. Que vive o tempo real da palavra. No Brasil, hic et nunc, a poesia não tem futuro. É relativa ao passado. Debruçada sobre o ido sobretudo. Desvinculado do presente e do futuro.

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Compomos uma sociedade tecnologizada, cuja característica aparente principal situa-se no âmbito da difusão e produção de imagens e informações.

De ídolos e simulacros somos férteis. Leibniz amaria viver essa hora de intempéries do homem.  Quando a mônada do mundo é uma gosma em espasmo.

No caso do Brasil, nos encontramos na periferia desse contexto, cuja ponta está nos Estados Unidos, Ásia e Europa. Computadores, notebooks, smartfones, games, celulares, tipo iphone (2G, 3G, 3GS), tablets são ídolos dessa nova crença tecnológica. Comportamo-nos como crianças operando chips, calculando tarifas adequadas, acompanhando gerações e exibindo essas nanomáquinas (de bolso e alma), que nos inserem na tecnosfera e nos convidam a realidades virtuais sofisticadas, aceleradas e mesmo desconcertantes.

 

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Na poesia, estabelece-se uma relação (ou compenetração íntima, cálida, complexa) quase sexual, porém inusitada, com os objetos (do mundo e da vida). É uma busca de arquétipos perdidos, empreendida pela palavra. O verbo no poema é um tipo esdrúxulo de Indiana Jones.

Não se pode obter respostas (tipo lições, capas ou retratos de emoções, explicações) pela poesia, porque ela está mais além da banalidade do mundanismo, da imediatez quase automática que na vida comum (capitalizada, urbanizada ao máximo, gozada ou sofrida à saturação) perseguimos com obsessão e implenitude.

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A poesia absoluta considera a lógica dialética, além da analógica, como indutora da poesia, ou seja, como instância (substituta da fria, discursiva, antissintética e insuficiente lógica aristotélica ordinária) que opera a montagem do sintagma de que se compõe o poema. Vez que, somente assim, é possível atender ao vário e fugidio ângulo do real – que a palavra tende a resumir (sintetizar) e imobilizar, no âmbito de um movimento, em que conceito (ideia) e realidade, ou seja, sujeito e objeto, essência e existência, teoria e prática comunguem... e dessa comunhão ou comunicação brote o poema.

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A Poesia Absoluta tem por condição ou natureza um viés objetivo que poeta trata abstratamente. Toda e qualquer palavra é criadora: de símbolos, de sugestões, de referenciação ao mundo, de uma raiz do real ou de um simulacro ou notícia da realidade.

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A poesia de VCA vai além do mero e exato verso livre. Apetite furioso de realidade, ele demonstra poeticamente. Ele, que foi militante, na época do nacionalismo e petróleo é nosso pupilo de Gondim da Fonseca, e, ainda jovem, aos 15 anos, criou o Movimento Nacionalista de Vertentes – com um megafone improvisado postado na boca da praça deserta do adro da igreja reacionária da época febril dos fins dos anos 50, e pregava o nacionalismo contra o entreguismo, brandindo os 2 volumes de Estudos Nacionalista e a China e nós, de Osny Duarte Pereira, Roboré contra a Petrobrás, Senhor Deus dos desgraçados (do tradutor e poeta Gondim da Fonseca), etc

 

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O mais extraordinário salto de qualidade de que decorre uma nova síntese no processo de evolução cultural, no âmbito da arte em geral, revolução estética, que influiu consideravelmente nos campos social, psicológico e científico ( e setores tão distintos como arquitetura e filosofia), ocorreu no início do século XX.

Século XX que não começou, como se diz, no final da primeira guerra mundial. Iniciou-se com Picasso.

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A morte é um caminho impercorrido pelos vivos.

Só aos que o sopro abandona dá-se o privilégio de conhecer essa senhora sinuosa mas severa, incontível porém caudalosa, sobretudo astuciosa.   Ou somos nós que não valorizamos essa tão velha dama impiedosa? Damos à morte muitas razões, vário motivo, facilidades sem conta, desculpas imperdoáveis, para que ela nos leve a seu reino triste, inconhecido mas possivelmente doloroso ao extremo. Se Deus, tão abnegado e propiciador audaz, nos deu a vida, foi para ser vivida, nunca desperdiçada, trocada por tostões ou biscoitos, num escambo bursátil arriscado. Em paixões amorosas idiotas liquidada a troca de lágrimas ou ciumadas sem dentes.

 

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Murilo Gun

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